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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Athos Bulcão - Recriações dos alunos

No final do 2° bimestre trabalhamos em aula a vida e a obra do artista brasileiro Athos Bulcão. Como proposta de trabalho as turmas de 2° ano do ensino médio recriaram trabalhos do artista e alguns alunos exploraram a possibilidade de criar seus próprios padrões a partir dos padrões geométricos que fazem parte da estética de Athos Bulcão. Como técnica utilizaram a colagem com papel colorset e para dar um melhor acabamento revestiram os "azulejos" de papel com contact incolor transparente. Agora no 3° bimestre expusemos os trabalhos para toda a comunidade escolar. Vejam como ficou a exposição:




 










quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Athos Bulcão



Nascido no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos passou sua infância em uma casa ampla em Teresópolis. Chegou às artes graças a uma série de acidentais e providenciais lances do acaso.




Athos foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação. Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco - que o apresentou a Burle Marx -, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira entre outros. 

Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na Pampulha e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores. Antes de pintar, planejava as cores que usaria e acredita fervorosamente que o artista tem de saber o que quer fazer. Athos não acredita em inspiração. Para ele, o que existe é o talento e muito trabalho. "Arte é cosa mentale", diz, citando Leonardo da Vinci.



A trajetória artística de Athos Bulcão é especialmente consagrada ao público em geral. Não ao que freqüenta museus e galerias, mas ao que entra acidentalmente em contato com sua obra, quando passa para ir ao trabalho, à escola ou simplesmente passeia pela cidade, impregnada pela sua obra, que "realça" o concreto da arquitetura de Brasília. Athos é o artista de Brasília. As obras que [lá] realizou foram feitas para o convívio com a população e carregam a consideração por esta cidade e seus habitantes.

No fim da década de 1950, com os preparativos para a transferência da capital para Brasília, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, é requisitado do MEC para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Torna-se um dos principais artistas a desenvolver uma obra integrada à arquitetura. Trabalha em associação com Oscar Niemeyer e posteriormente com o arquiteto João Filgueiras Lima. Sua obra está ligada aos espaços públicos, entre murais, painéis e relevos para os edifícios do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Teatro Nacional Claudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu, Memorial Juscelino Kubitschek, Capela do Palácio da Alvorada, Hospital Sarah Kubistchek e outros. Em 1971, trabalha com Oscar Niemeyer em projetos na França, Itália e Argélia.




Bulcão potencializa a arquitetura e trabalha peculiaridades oferecidas pelo espaço projetado, as relações deste com a paisagem e com a natureza, como a incidência da luminosidade solar. Em seus azulejos destacam-se a modulação e o grafismo habilmente criados com base nas formas geométricas. Sua obra, inscrita em alguns dos principais edifícios modernos brasileiros, notabiliza-se pelo equilíbrio encontrado nas relações entre arte e arquitetura.

Athos Bulcão estava em tratamento contra o Mal de Parkinson desde 1991 no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Faleceu após uma parada cardiorespiratória no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos.





Fonte:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10287/athos-bulcao
http://www.fundathos.org.br/athos-bulcao

terça-feira, 11 de junho de 2013

Estudo dirigido (Revisão para a prova) - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



CECO - C.E. Círculo Operário
Disciplina: Arte
Profº: Raphael Lanzillotte
Aluno/a: _____________________________________ Nº: ________ Turma: __________

Estudo dirigido - 2º bimestre
Arte Contemporânea no Brasil
(Concretismo e Neoconcretismo)

1)      Qual a intenção do artista holandês Theo Van Doesburg ao criar o termo “Concretismo”?

2)      É correto afirmar que:
a.      O Concretismo foi um movimento artístico influenciado pelo Renascimento.
b.      As obras do Concretismo utilizam regras acadêmicas como o uso da perspectiva.
c.       O Concretismo foge da representação da realidade e negam os conceitos acadêmicos.
d.      Os artistas concretos foram influenciados pelos pintores Van Gogh, Portinari e Seurat.

3)      As composições do Concretismo partiram dos princípios adotados por qual movimento artístico?
a.      Impressionismo.
b.      Construtivismo.
c.       Surrealismo.
d.      Dadaísmo.

4)      O Concretismo no Brasil teve duas vertentes uma em SP e outra no RJ. Como ficaram conhecidos esses dois grupos de Arte Concreta?
a.      Grupo Frente e Grupo Liberdade.
b.      Grupo Frente e Grupo Dada.
c.       Grupo Liberdade e Grupo Quebra.
d.      Grupo Ruptura e Grupo Frente.

5)      Fizeram parte do grupo de artistas concretos em São Paulo:
a.      Luiz Sacilotto, Waldemar Coredeiro e Portinari.
b.      Geraldo de Barros, Salvador Dalí e Monet.
c.       Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael.
d.      Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro.

6)      No Rio de Janeiro, quais artistas participaram do grupo de artistas concretos?
a.      Carlos Vergara, Os Gêmeos e Banksy.
b.      Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.
c.       Hélio Oiticica, Lary Poons e Jackson Polock.
d.      Lary Poons, Victor Vasarely e Lygia Clark.

7)      Cite as características principais do Concretismo em São Paulo.

8)      Por que os concretistas de São Paulo diziam que os concretistas do Rio de Janeiro estavam ainda longe de fazer uma Arte Concreta de fato?

9)      Que tipo de material era empregado na confecção das obras de Arte Concreta no Brasil?

10)  Como ficou conhecida a exposição que fez com que se tornasse evidente a distância entre os dois grupos de Arte Concreta no Brasil e que a organizou?

11)  Após tal exposição os dois grupos se desfizeram e alguns de seus integrantes se reuniram para dar início a um novo movimento artístico. Como se chamou esse movimento?

12)  O que defendiam os artistas desse novo movimento artístico?

13)  O que podemos entender sobre a “incorporação efetiva do público no jogo da experiência estética”?

14)  Cite pelo menos dois artistas participantes desse novo movimento artístico.

15)  Abaixo segue uma lista de artistas e obras. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(A)   Lygia Clark
(B)   Hélio Oiticica

                     (   ) Parangolé
                     (   ) Penetrável
                     (   ) Bicho
                     (   ) Máscaras sensoriais
                     (   ) Bólide vidro
                     (   ) Casulo
                     (   ) Trepante
                     (   ) Relevo espacial

Texto - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



Anos 50 no Brasil: Concretismo
          Concretismo: expressão dada pelo holandês Van Doesburg para designar os artistas que “construíam” uma nova estrutura de cor e espaço;
          As obras do Concretismo fogem da realidade e negam os conceitos acadêmicos da arte;
          Os poucos artistas brasileiros que se dedicam ao Concretismo, baseavam seus estudos em artistas do exterior (Kandinsky, Mondrian, Klee, Malevitch, Tatlin) .
Grupo Ruptura/SP (1952)
          Um grupo de sete artistas, a maioria de origem estrangeira residentes em São Paulo: Anatol Wladyslaw, Leopoldo Haa, Lothar Charoux, Féjer, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, e o porta-voz oficial do grupo, Waldemar Cordeiro. Em seu manifesto, pretende-se romper com o "velho“, ou seja, "todas as variedades do naturalismo; o não-figurativismo, produto do gosto gratuito, que busca a mera excitação do prazer ou do desprazer"; Para eles, toda obra de arte possui uma base racional, em geral matemática. Na pintura, esses princípios correspondem à crítica do ilusionismo pictórico, à recusa do tonalismo cromático e à utilização dos recursos ópticos para a criação do movimento virtual. Lançam mão também do uso de materiais como esmalte, tinta industrial, acrílico e aglomerado de madeira, destacando a atenção do grupo ao desenvolvimento de materiais industriais.
Grupo Frente/RJ (1954)
          É mais livre de regras. Formados por Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Carlos Val, João José da Silva Costa, Vicent Ibberson, Emil Baruch, Franz Weissmann, César Oiticica, Hélio Oiticica, Rubem Ludolf, Elisa Martins da Silveira, Décio Vieira e Abraham Palatinik. Os concretistas de São Paulo sempre acusavam os cariocas de não seguirem ou destorcerem as regras. O uso livre da cor pelos cariocas fez que com os paulistas dissessem que estavam ainda longe do verdadeiro Concretismo. As propostas e embates entre os grupos Ruptura e Frente, foram importantes para o desenvolvimento da modernização da Arte brasileira, por permitir novas linguagens o grupo do Rio de janeiro progrediu mais em suas teorias.
Grupo Frente x Grupo Ruptura
          A 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelos concretos de São Paulo com a colaboração do grupo carioca torna evidente a distância entre os dois núcleos concretistas;
          A exposição também ajuda a revelar a amplitude que a Arte abstrato-geométrica de matriz construtiva e concreta, havia adquirido no Brasil. Após a mostra, o Grupo Frente simultaneamente rompe com os artistas de São Paulo e começa a se desintegrar. Dois anos depois, alguns de seus integrantes iriam se agrupar para iniciar o Movimento Neoconcreto um dos mais significativos da Arte brasileira.
Anos 50 no Brasil: Neoconcretismo
          A ruptura neoconcreta na Arte brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto Neoconcreto pelo grupo de mesmo nome, e deve ser compreendida a partir do movimento concreto no país, que remonta ao início da década de 1950 e aos artistas do Grupo Frente, no Rio de Janeiro, e do Grupo Ruptura, em São Paulo;
          O Neoconcretismo parte de uma aproximação entre trabalho artístico e industrial;
          Da arte é afastada qualquer conotação lírica ou simbólica;
          O quadro, construído exclusivamente com elementos plásticos - planos e cores -, não tem outra significação senão ele próprio;
          Menos do que representar a realidade, a obra de arte evidencia estruturas e planos relacionados, formas seriadas e geométricas, que falam por si mesmos;
          Os neoconcretos defendem a liberdade de experimentação, o retorno às intenções expressivas e o resgate da subjetividade;
          Recuperação das possibilidades criadoras do artista;
          Incorporação efetiva do observador - que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas, ou seja, participação do espectador no jogo da experiência estética;
          Tentativa de renovação da linguagem geométrica;
          O Movimento Neoconcreto é visto como divisor de águas na história das artes visuais no Brasil; um ponto de ruptura da Arte Moderna no país;
          Dois dos principais integrantes do Grupo Frente que deram origem a este Movimento foram: Ferreira Gullar e Lygia Clark.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Metaesquemas - Hélio Oiticica (Recriações - turmas de 2º ano - E. Médio)



Um dos artistas que marcou o panorama artístico nacional foi Hélio Oiticica, que apesar de ter morrido em 22 de março de 1980, aos 42 anos, teve papel fundamental na revolução das artes plásticas dos anos 60, influenciando gerações. Em princípio concretista acabou rompendo com as normas do concretismo, especificamente no grupo Neoconcreto, desenvolveu  obras que  deram um novo significado a termos como bólide, parangolé e penetrável, além de ter estruturado com suas obras o movimento tropicalista.
Sua obra influenciou o entendimento da arte brasileira no século XX, redimensionou conceitos, reestruturou a dimensão dos significados das obras, os parangolés, por exemplo, espécie de uma capa em que o movimento dava o tom certo da transgressão, uma antiarte na definição de Oiticica, vestidos pelo público das exposições criava-se um verdadeiro vínculo com a coletividade. 
Rompendo com os preceitos do concretismo brasileiro juntamente com Ferreira Gullar e Lygia Clark, Oiticica avançou por outros caminhos criando obras em que a interatividade possibilitava uma nova percepção da arte revolucionando a relação do observador com a produção artística.
A série Metaesquemas, guaches sobre papel, realizada nos anos 1957 e 1958, praticamente quando o então jovem artista desenvolvia pesquisas relacionadas com a cor, a estrutura, a linha e o plano num contexto reflexivo. A estrutura, entendida como esquema era transposta para a análise do espaço. Metaesquema como ele dizia significava obsessiva dissecação do espaço. Transcender o espaço livre do tempo.
Os Metaesquemas possibilitaram a Oiticica uma abertura incrível para outras dimensões, como os Relevos Espaciais, onde a linguagem geométrica torna-se lúdica com os contrastes cromáticos sutis em planos dobrados.
A cor, no entanto, torna-se livre no espaço pelas formas estruturais que interagem com o tempo num jogo de sombras e luzes, definindo horizontes ao conectar o essencial na arte, romper preceitos para atingir o ápice da criatividade.
A obra de Oiticica abrange a extrema fragilidade humana frente aos emaranhados signos de uma sociedade, que limita as incursões questionadoras do oficialmente estabelecido.
A contribuição de Oiticica e do próprio movimento neoconcreto para a arte brasileira foi fundamental pela sua originalidade com repercussão internacional dando maior visibilidade para a produção artística nacional.

Fonte: Arte|Ref por José Henrique Fabre Rolim
A partir de estudos sobre a obra dos artistas concretos e neoconcretos brasileiros, em especial, os Metaesquemas de Hélio Oiticia, desenvolvi com meus alunos do Ensino Médio alguns trabalhos de recriação dessas obras. Seguem abaixo algumas imagens das produções feitas em sala de aula: