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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Revisão - Minimalismo, Neoconcretismo e Novas Linguagens da Arte Contemporânea

Turmas: 2001, 2006, 2008, 2009, 2011 e 2012
Estudem para a Avaliação do 2º bimestre - 2014

Clique nos links abaixo para baixar o material para estudo: 

Texto 1: Minimalismo e Neoconcretismo

Texto 2: Novas Linguagens da Arte Contemporânea

Para visualizar os arquivos corretamente é necessário baixar clicando em 
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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Happening

Alguns exemplos de Happening:


Happening - Flash Mob


Happening - Flash Mob

Happening - Flash Mob

Happening Olimpíadas Londres 2012
Apresentado em Londres onde o grupo apresenta 
um pouco da cultura brasileira e propõe a participação do público.

O Happening e as Instalações Teatrais - 2012
No início do vídeo o grupo mostra o ensaio para a 
apresentação do trabalho e a partir de 4':56" começa o Happening de fato. 
Observe as palavras escritas no painel atrás do grupo e também 
as ações e a interação proposta ao público presente.

"Empurre e puxe" (1963) - Allan Kaprow

É um Happening-instalação participativo em que os visitantes organizam e reorganizam objetos domésticos e lixo em um cenário. O trabalho foi originalmente concebido como uma homenagem ao professor de pintura de Allan Kaprow, Hans Hoffman, que muitas vezes usou o "empurre e puxe" para descrever uma dinâmica em suas aulas de composição. Kaprow expandiu o conceito de Hoffman, movendo-a para além da tela e levando-o para o espaço social. Os participantes de "Empurre e puxe" planejam e implementam alterações no espaço da galeria, de maneira cooperativa ou competindo uns com os outros em uma constante dança dos móveis.  A obra é um microcosmo das tensões envolvidas em todas as negociações espaciais em ambientes urbanos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Happening, Performance e Body Art

Artes visuais ultrapassam os suportes clássicos

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
 
No início do século 20, quando as vanguardas europeias passaram a questionar a arte produzida pela academia e, por que não dizer, questionar a própria arte, elas estavam iniciando um caminho que possibilitaria a proposição de novos suportes para as artes visuais - novas formas de produção artística que iam além da pintura na tela, ou da escultura em mármore ou bronze, por exemplo.

O que veremos aqui são algumas manifestações e suportes inusitados de artistas contemporâneos para expressão visual: o happening e a performance.

Relação com o teatro

Essas duas formas de expressão nas Artes Visuais apresentam uma estreita relação com o teatro.

Segundo o poeta e artista plástico Jean Jacques Lebel, o happening "é arte plástica, mas sua natureza não é exclusivamente pictórica, é também cinematográfica, poética, teatral, alucinatória, social-dramática, musical, política, erótica e psicoquímica. Não se dirige unicamente aos olhos do observador, mas a todos os seus sentidos".

O happening (ou acontecimento) diferencia-se da performance pela fundamental participação do público, o que gera um caráter de imprevisibilidade. No que se refere à performance, ela é mais cuidadosamente elaborada e pode ou não ter a participação dos espectadores. Neste último caso, a performance pode ser registrada e documentada em fotografia e/ou vídeo - e este ser o produto do trabalho a ser exibido.

O termo happening foi utilizado como modalidade artística pela primeira vez, em 1959, pelo artista Allan Kaprow. Outros artistas importantes são Claes Oldenburg e o compositor John Cage.

A performance como modalidade artística surgiu na década de 1960, com o grupo Fluxus. Um artista muito importante deste grupo foi o alemão Joseph Beuys.

 Joseph Beuys. Eu amo a América e a América me ama, 1974
Na performance Eu amo a América e a América me ama, Beuys ficou por três dias sob um feltro em uma sala com um coiote. O coiote é um pequeno lobo, considerado como um símbolo mágico por alguns povos indígenas norte-americanos. O contato que o artista tenta estabelecer com o animal pode levar a diversas interpretações e pensamentos, como, por exemplo, a invasão das terras indígenas e o extermínio dessas populações versus a ideia de "América, a terra das oportunidades"...

No Brasil, alguns dos artistas que se destacaram ou continuam se destacando em happenings e performances são Flávio de Carvalho, Wesley Duke Lee, José Aguilar, Nelson Leirner, Carlos Fajardo, entre outros.

Body art

Body art, ou a arte do corpo, não se limita apenas a fazer algumas tatuagens. O artista do corpo utiliza a si próprio como suporte para expressar suas ideias. O corpo é encarado em sua materialidade (sangue, suor, química e física do corpo), como um vasto campo de possibilidades criativas.

Tatuagens, maquiagens, escarificações, travestimento, etc. são formas de modificar o corpo.

  Youri Messen-Jaschin. Halloween, 1998
Em alguns casos, a body art pode assumir o papel de ritual ou apresentação pública, aproximando-se de outras formas de manifestações, como o happening e a performance. Outras vezes, sua comunicação com o público se dá através de documentação, por meio de vídeos ou fotografias.

Alguns Conceitos na Arte Contemporânea

Instalação: Ambientes ou cenas construídas com o objetivo de propor outra realidade espacial ou intervenções nas realidades já existentes. Numa instalação podem ser utilizados diferentes materiais e objetos e haver a integração de distintas linguagens artísticas. Até pessoas podem fazer parte de uma instalação. Uma instalação pode ser interativa quando um artista, ao criar sua obra, permite que o espectador se relacione com ela. As instalações podem ser feitas dentro de galerias de arte, museus e espaços expositivos, mas também em ambientes abertos. Quando o ambiente é natural, costuma-se chamar a obra de arte ambiental. Quando é urbano, de arte pública. Muitas instalações relacionam-se com o espaço que as envolve. Outras ainda são idealizadas especialmente para um determinado local. Nesse caso, designam-se, site specific, como as obras da Land Art.
 
Performance: Na performance, o artista utiliza o corpo como parte construtiva da cena. Trata-se de uma ação em que o espectador percebe múltiplas possibilidades em um tempo e um espaço específicos. A performance é uma manifestação artística contemporânea. Nela podem ser usadas diversas linguagens artísticas. Pelo fato de as performances serem efêmeras, seus realizadores registram por meio de fotos ou vídeos.
 
Happening: Em inglês, Happening significa, literalmente, “acontecimento”. Essa maneira de fazer arte pode ser definida como um conjunto de performances ou movimentos corporais teatralizados acontecendo ao mesmo tempo num espaço definido com antecedência. Geralmente essas ações ocorrem em lugares banais como a rua e o mercado conjuntamente com o espectador, promovendo uma aproximação entre cotidiano e arte.

Body Art: A body art é uma manifestação artística audaciosa, intensa e impressionante sobre seu único suporte: o corpo – do artista ou de modelo(s). Nela, o espectador pode apenas observar ou servir de modelo, ou ainda, interagir.
 
Vídeoinstalação: A videoinstalação é uma das formas de expressão mais complexas da arte contemporânea. O termo videoinstalação per se já indica que para “videoinstalar” artistas devem integrar objetos de naturezas diversas: componentes eletroeletrônicos, imagens luminosas, sons (a parte vídeo) e o corpo do visitante em uma configuração arquitetônica, em um tempo e um contexto designados (a parte instalação). Ao mesmo tempo em que ela mostra imagens em movimento, exigindo tempo de observação por parte do espectador, também o coloca em movimento, ao ocupar o espaço de forma tridimensional, convidando o espectador a optar por uma direção do olhar e a se relacionar com o ambiente onde se situa a obra, que pode contar com várias telas, monitores, além de outros objetos. Uma ação física já estaria aí sugerida a partir da própria configuração da obra e de sua inscrição no espaço. Mas não é só na atitude corporal que esta linguagem possibilita e faz ao espectador um convite a uma postura mais ativa e participante. Filha do casamento da instalação com a vídeo-arte, a vídeo-instalação atua no universo perceptivo do seu espectador, nele encorajando sua condição de criador e construtor de conceitos. É uma linguagem artística que propõe a participação do público.

Objeto artístico: A presença do objeto na arte começa nas "assemblages" cubistas de Picasso, nas invenções de Marcel Duchamp e nos "objets trouvés" (objetos encontrados) surrealistas. Em 1913, Duchamp instalou uma roda de bicicleta sobre uma banqueta de cozinha, abrindo a rota para o desenvolvimento dessa nova categoria das artes plásticas. Hoje em dia, os "ready-mades" —obras que se utilizam de objetos prontos— já se tornaram clássicos na arte contemporânea. Por aqui, a essas experiências começaram a ser realizadas somente nos anos 60, com os neoconcretos e neofigurativos.