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terça-feira, 11 de junho de 2013

Estudo dirigido (Revisão para a prova) - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



CECO - C.E. Círculo Operário
Disciplina: Arte
Profº: Raphael Lanzillotte
Aluno/a: _____________________________________ Nº: ________ Turma: __________

Estudo dirigido - 2º bimestre
Arte Contemporânea no Brasil
(Concretismo e Neoconcretismo)

1)      Qual a intenção do artista holandês Theo Van Doesburg ao criar o termo “Concretismo”?

2)      É correto afirmar que:
a.      O Concretismo foi um movimento artístico influenciado pelo Renascimento.
b.      As obras do Concretismo utilizam regras acadêmicas como o uso da perspectiva.
c.       O Concretismo foge da representação da realidade e negam os conceitos acadêmicos.
d.      Os artistas concretos foram influenciados pelos pintores Van Gogh, Portinari e Seurat.

3)      As composições do Concretismo partiram dos princípios adotados por qual movimento artístico?
a.      Impressionismo.
b.      Construtivismo.
c.       Surrealismo.
d.      Dadaísmo.

4)      O Concretismo no Brasil teve duas vertentes uma em SP e outra no RJ. Como ficaram conhecidos esses dois grupos de Arte Concreta?
a.      Grupo Frente e Grupo Liberdade.
b.      Grupo Frente e Grupo Dada.
c.       Grupo Liberdade e Grupo Quebra.
d.      Grupo Ruptura e Grupo Frente.

5)      Fizeram parte do grupo de artistas concretos em São Paulo:
a.      Luiz Sacilotto, Waldemar Coredeiro e Portinari.
b.      Geraldo de Barros, Salvador Dalí e Monet.
c.       Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael.
d.      Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro.

6)      No Rio de Janeiro, quais artistas participaram do grupo de artistas concretos?
a.      Carlos Vergara, Os Gêmeos e Banksy.
b.      Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.
c.       Hélio Oiticica, Lary Poons e Jackson Polock.
d.      Lary Poons, Victor Vasarely e Lygia Clark.

7)      Cite as características principais do Concretismo em São Paulo.

8)      Por que os concretistas de São Paulo diziam que os concretistas do Rio de Janeiro estavam ainda longe de fazer uma Arte Concreta de fato?

9)      Que tipo de material era empregado na confecção das obras de Arte Concreta no Brasil?

10)  Como ficou conhecida a exposição que fez com que se tornasse evidente a distância entre os dois grupos de Arte Concreta no Brasil e que a organizou?

11)  Após tal exposição os dois grupos se desfizeram e alguns de seus integrantes se reuniram para dar início a um novo movimento artístico. Como se chamou esse movimento?

12)  O que defendiam os artistas desse novo movimento artístico?

13)  O que podemos entender sobre a “incorporação efetiva do público no jogo da experiência estética”?

14)  Cite pelo menos dois artistas participantes desse novo movimento artístico.

15)  Abaixo segue uma lista de artistas e obras. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(A)   Lygia Clark
(B)   Hélio Oiticica

                     (   ) Parangolé
                     (   ) Penetrável
                     (   ) Bicho
                     (   ) Máscaras sensoriais
                     (   ) Bólide vidro
                     (   ) Casulo
                     (   ) Trepante
                     (   ) Relevo espacial

Texto - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



Anos 50 no Brasil: Concretismo
          Concretismo: expressão dada pelo holandês Van Doesburg para designar os artistas que “construíam” uma nova estrutura de cor e espaço;
          As obras do Concretismo fogem da realidade e negam os conceitos acadêmicos da arte;
          Os poucos artistas brasileiros que se dedicam ao Concretismo, baseavam seus estudos em artistas do exterior (Kandinsky, Mondrian, Klee, Malevitch, Tatlin) .
Grupo Ruptura/SP (1952)
          Um grupo de sete artistas, a maioria de origem estrangeira residentes em São Paulo: Anatol Wladyslaw, Leopoldo Haa, Lothar Charoux, Féjer, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, e o porta-voz oficial do grupo, Waldemar Cordeiro. Em seu manifesto, pretende-se romper com o "velho“, ou seja, "todas as variedades do naturalismo; o não-figurativismo, produto do gosto gratuito, que busca a mera excitação do prazer ou do desprazer"; Para eles, toda obra de arte possui uma base racional, em geral matemática. Na pintura, esses princípios correspondem à crítica do ilusionismo pictórico, à recusa do tonalismo cromático e à utilização dos recursos ópticos para a criação do movimento virtual. Lançam mão também do uso de materiais como esmalte, tinta industrial, acrílico e aglomerado de madeira, destacando a atenção do grupo ao desenvolvimento de materiais industriais.
Grupo Frente/RJ (1954)
          É mais livre de regras. Formados por Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Carlos Val, João José da Silva Costa, Vicent Ibberson, Emil Baruch, Franz Weissmann, César Oiticica, Hélio Oiticica, Rubem Ludolf, Elisa Martins da Silveira, Décio Vieira e Abraham Palatinik. Os concretistas de São Paulo sempre acusavam os cariocas de não seguirem ou destorcerem as regras. O uso livre da cor pelos cariocas fez que com os paulistas dissessem que estavam ainda longe do verdadeiro Concretismo. As propostas e embates entre os grupos Ruptura e Frente, foram importantes para o desenvolvimento da modernização da Arte brasileira, por permitir novas linguagens o grupo do Rio de janeiro progrediu mais em suas teorias.
Grupo Frente x Grupo Ruptura
          A 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelos concretos de São Paulo com a colaboração do grupo carioca torna evidente a distância entre os dois núcleos concretistas;
          A exposição também ajuda a revelar a amplitude que a Arte abstrato-geométrica de matriz construtiva e concreta, havia adquirido no Brasil. Após a mostra, o Grupo Frente simultaneamente rompe com os artistas de São Paulo e começa a se desintegrar. Dois anos depois, alguns de seus integrantes iriam se agrupar para iniciar o Movimento Neoconcreto um dos mais significativos da Arte brasileira.
Anos 50 no Brasil: Neoconcretismo
          A ruptura neoconcreta na Arte brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto Neoconcreto pelo grupo de mesmo nome, e deve ser compreendida a partir do movimento concreto no país, que remonta ao início da década de 1950 e aos artistas do Grupo Frente, no Rio de Janeiro, e do Grupo Ruptura, em São Paulo;
          O Neoconcretismo parte de uma aproximação entre trabalho artístico e industrial;
          Da arte é afastada qualquer conotação lírica ou simbólica;
          O quadro, construído exclusivamente com elementos plásticos - planos e cores -, não tem outra significação senão ele próprio;
          Menos do que representar a realidade, a obra de arte evidencia estruturas e planos relacionados, formas seriadas e geométricas, que falam por si mesmos;
          Os neoconcretos defendem a liberdade de experimentação, o retorno às intenções expressivas e o resgate da subjetividade;
          Recuperação das possibilidades criadoras do artista;
          Incorporação efetiva do observador - que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas, ou seja, participação do espectador no jogo da experiência estética;
          Tentativa de renovação da linguagem geométrica;
          O Movimento Neoconcreto é visto como divisor de águas na história das artes visuais no Brasil; um ponto de ruptura da Arte Moderna no país;
          Dois dos principais integrantes do Grupo Frente que deram origem a este Movimento foram: Ferreira Gullar e Lygia Clark.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Raymundo Colares

Raymundo Felicíssimo Colares (MG 1944 - MG 1986). Pintor, desenhista.
Estuda, em 1966, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), no Rio de Janeiro. Nessa época, torna-se amigo dos artistas Antonio Manuel e Hélio Oiticica. No ano seguinte, deixa a EBA e passa a frequentar o ateliê livre de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). No mesmo ano, a convite de Antonio Dias, participa da exposição Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ.  

A partir de 1968, passa a produzir os "gibis" - livros-objeto, nos quais explora as dobras e cores do papel, cujas folhas devem ser manuseadas pelo espectador. Apresenta, em 1969, os primeiros trabalhos tridimensionais, nos quais utiliza alumínio pintado. Para o crítico Frederico Morais, seus gibis remetem ao Livro da Criação, de Lygia Pape (1927-2004), por serem obras em processo em que as imagens se fazem ou desfazem à medida que as páginas são movimentadas. Os cortes oferecem sucessivas surpresas, revelando ao mesmo tempo um caráter lúdico. Nessas obras, Colares presta homenagem a alguns artistas, como naquela em que se baseia em telas de Mondrian (1872-1944).

 Chamas (gibi/livro-objeto)

Foi um artista que se inspirou, principalmente em pinturas e desenhos que mostravam rapidez e correria. Vivia em um bairro no Rio de Janeiro que era muito corrido, cheio de carros, movimentação, e , assim, sua criatividade surgiu e fez os quadros. Colares emprega a fragmentação da imagem, representando ônibus em vários ângulos, em enquadramento cinematográfico. O artista utiliza principalmente as cores primárias, em tons fortes. Como nota o crítico Paulo Venâncio Filho, a força das telas de Colares provém mais da sensação de impacto do que da sensação de velocidade.

Raymundo Colares reúne em suas obras tendências como o Construtivismo e a Arte Pop. Ele reconhece a relação com o Futurismo italiano na preocupação em representar o dinamismo e a velocidade da vida moderna. Utiliza o tema da interpenetração de ritmos visuais relacionados ao movimento de veículos em velocidade em uma grande cidade. Emprega tintas metálicas para representar carrocerias de ônibus, reconhecíveis pelo esquema de cores e números, usados também como marcas da sociedade industrial. Preenche totalmente as telas com esses signos, não deixando nenhuma área livre. O ser humano e a própria paisagem urbana estão ausentes de suas telas. Para alguns críticos, sua produção mantém afinidades com a obra do pintor americano Allan D'Arcangelo (1930-1998), ao aproximar geometria e organicidade e abstração e figura.


Tentativa de Ultrapassagem , s.d. 110 x 100 cm
Coleção João Sattamini/Comodante Museu de Arte Contemporânea da Prefeitura de Niterói
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini 

Ônibus , 1968 - emulsão acrílica sobre tela -70 x 75 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand
Reprodução fotográfica autoria desconhecida 

Ultrapassagem Pista Livre , 1968 - esmalte sintético sobre madeira - 160 x 160 cm
Coleção João Sattamini/Comodante Museu de Arte Contemporânea da Prefeitura de Niterói
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini 

 Orgia , 1968 - esmalte sintético sobre madeira - 118 x 117 cm
Coleção João Sattamini/Comodante Museu de Arte Contemporânea da Prefeitura de Niterói
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini 

 Ônibus , 1969 - pintura sobre metal - 83 x 228 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand
Reprodução fotográfica autoria desconhecida 

 Sem Título , 1969 - tinta esmalte industrial sobre metal (alumínio) - 100 x 232 cm
Coleção João Sattamini/Comodante Museu de Arte Contemporânea da Prefeitura de Niterói
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini 

 Fontes: