sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Instalação, do artista José Spaniol, leva o observador a questionar as dimensões e conceitos do espaço

A partir de 11 de agosto, a exposição Colunas ocupa o mezanino do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Vencedora do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, a instalação de José Spaniol destaca a relação entre objeto e espaço.
O artista incluiu 30 colunas no mezanino. A ideia é criar uma nova relação espacial para o observador e, ao mesmo tempo, esconder as doze colunas originais do edifício, num jogo entre ocultamento e revelação.
Ao interagir com a instalação, o visitante pode ter múltiplas visões e conceitos do ambiente. Mais do que uma reflexão estética, a obra dá continuidade ao trabalho de pesquisa do espaço que Spaniol vem realizando nos últimos anos.
A instalação Colunas foi exposta, pela primeira vez, em 2003, no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo. Em 2007, outra versão foi apresentada no museu da Fundação União Fenosa, na cidade da Coruña, na Galícia, Espanha. Em cada edição, segundo o artista, o sentido da ocupação foi completamente diferente, variando de acordo com o espaço.
Agora, no Rio de Janeiro, Spaniol recria uma nova versão. “Pelas características arquitetônicas e condições de luminosidade e proporção, no espaço da Funarte, os conteúdos da instalação deverão ser pontencializados”, acredita. O artista afirma que, nesta instalação, as colunas irão cumprir a função de sinalizar as subdivisões, destacando o vazio, fazendo lembrar a atmosfera presente em alguns espaços religiosos.
Sobre o artista José Paiani Spaniol nasceu no Rio Grande do Sul, mas vive e trabalha em São Paulo. Doutor e Mestre em Artes, pela USP, ele é professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Já participou de diversas mostras nacionais e internacionais, e conquistou vários prêmios. Possui obras nos acervos do Museu de Arte Contemporânea da USP, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e de outras instituições. Entre 1985 e 1989, atuou como orientador dos cursos de pintura e gravura da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nos anos 1990, viveu em Colônia, na Alemanha, como bolsista do Deutscher Akademischer Austauch Dienst – DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico). Em 1999, ganhou a bolsa Virtuose do Ministério da Cultura para cumprir período de residência no European Ceramics Work Center, na Holanda.
Colunas De José Spaniol
Contemplada com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea
Abertura: 11/08, às 18h
Visitação: até 7/10, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Mezanino do Palácio Gustavo Capanema Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

‘Estúdio F’ traça panorama musical da Funarte

De uma parceria inédita entre a antiga Radiobrás (atual EBC) e a Fundação Nacional de Artes (Funarte) nasceu o programa Estúdio F. Lançado em novembro de 2006, a atração é uma das raras oportunidades do público conhecer de forma mais detalhada a vida e a obra de grandes nomes da música brasileira.
O Estúdio F vai ao ar pela Rádio Nacional às terças-feiras, sempre às 20h (com reprise no domingo às 23h) e em Brasília aos domingos, às 20h.
O roteiro do programa é assinado pelo jornalista Cláudio Felicio. A apresentação fica a cargo do produtor Paulo César Soares.
Clique aqui para acessar o site.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ciclotropia - Tim Wheatley


Aqui temos um outro projeto, este de Tim Wheatley, que não usa nenhum recurso digital para fazer as animações — é tudo na mão mesmo, literalmente. No blog dele tem mais.

Phonovideo - Clemens Kogler


Phonovideo é uma ferramenta de VJ ou instrumento visual usado para exibir animações de forma analógica, sem a ajuda de um computador. "Stuck in a Groove" é o primeiro filme feito com esta técnica, que serve também como uma demonstração da técnica.
No phonovideo futuro deve ser usado para apresentações ao vivo em cooperações com os músicos, performancers e outros artistas.
A música "Stuck in a Groove" foi criado por Richard Eigner / Ritornell e também está contido no álbum Ritornell - Solitude de Ouro (karaoke kalk 47 cd / lp 52)

Para assistir a animação CLIQUE AQUI.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Exposição África Ancestral e Contemporânea – As Artes de Benin

Hoje visitei com algumas amigas, também professoras de Arte, a exposição "África Ancestral e Contemporânea - As Artes de Benin", no Centro de Arte Hélio Oiticica no Centro do Rio de Janeiro. Um ótimo acervo sobre a cultura do Benin. Passamos uma ótima tarde com uma visita guiada à exposição onde podemos conhecer um pouco mais sobre essa cultura tão importante para a formação da cultura brasileira. Vale a pena conferir!!! Recomendo!!!

"A África costuma ser lembrada como um continente pobre em que a fome, conflitos e doenças imperam. Mas, a África não é só isso! Ano passado tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da África do Sul, mas o continente africano é muito rico culturalmente. Quem quiser conhecer um pouco da arte produzida em Benin, país que na época da Pangéia era grudado no nordeste brasileiro, pode ir visitar a exposição “África Ancestral e Contemporânea – As Artes de Benin” que está no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica.
A mostra reúne trabalhos de 9 artistas internacionalmente reconhecidos do país africano que tem profundos laços ancestrais.
A exposição se compõe de pinturas, esculturas, trajes africanos, elementos do culto Geledé, além de produções artísticas contemporâneas com materiais alternativos, assemblages, instalações, fotografias e vídeo sobre o Benin.

A entrada é gratuita e você poderá conferir até 04 de setembro.

Exposição África Ancestral e Contemporânea – As Artes de Benin
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica -Rua Luis de Camões, 68 – Centro (Próx. à Praça Tiradentes - Centro - RJ) - Tels: (21) 2232-4213 / 2232-2213. E-mail: caho@rio.rj.gov.br Até 04 de setembro Entrada Gratuita"
Texto: http://blahcultural.blogspot.com/2011/07/africa-ancestral-e-contemporanea-as.html



O Benin Está vivo Ainda Lá ou
Uma Viagem Sentimental às Antigas Terras de Daomé*
“Ó Benin, por tantas vezes sonhado, por tantas vezes imaginado vivendo preciosos momentos saudosos pelos Eguns de Porto Novo que vieram dançar só para nós! Quanta honra! Nesse encontro com essas divindades ancestrais conduzidas pelos velhos ogés do culto religioso, que dançavam ao som de muitos atabaques e tambores rufando, repetindo as falas de boas-vindas aos grupos.
(...) Nos planos dessa exposição incluímos ainda o fotógrafo Charles Placide; um barrista, Euloge Glèlè, um escultor de máscaras tradicionais Gèlèdes, Kifouli Dossou; um criador de roupas rituais dos Eguns e dos Gèlèdès, Pascal Adjinakou; o pintor de placas de propaganda, estabelecido em Cotonou, Lambustagor , e ainda o famoso Alphonse Yemadje, patriarca de uma família de criadores de apliques da história dos Reis Abomè, e a oficina de costura e bordado de Abdoul-Ramane. Esperamos ter feito um quase completo panorama da arte, do sagrado e do cotidiano do Benin. Estamos certos de termos fortalecidos os seus profundos laços de fraternidade com as antigas terras de Daomé, para além da história, da memória e da ancestralidade de uma viagem de descobertas para reafirmar que o Benin está vivo ainda lá e aqui ainda permanecem as suas ancestrais raízes.”
Emanoel Araujo
Curador


Trata-se de uma clara mostra da formidável potencialidade de um dos povos mais criativos da África – e que é, também, um dos berços fundamentais de todos nós, brasileiros. Uma das mais vigorosas raízes da nossa origem, da nossa identidade. De Benin vieram, escravizados, os homens e mulheres que deram vida e impulso para a economia do Brasil em seus tempos de colônia portuguesa desde o século XVI. Foram eles os responsáveis por boa parte da riqueza produzida no Brasil, nos tempos do açúcar e do ouro.
O Benin, terra da arte e da criatividade, raiz de todos nós, foi mostrado ao Brasil pela primeira vez por um antropólogo e fotógrafo estrangeiro de nascimento, brasileiro e africano de alma: Pierre Verger. E foi e é também a terra para onde regressaram muitos brasileiros depois da abolição da escravatura, os Agudas, que até hoje mantêm, lá, hábitos e costumes que seus antepassados levaram daqui nesse retorno. Passados os séculos, esta exposição retoma a vida e a arte do Benin, mostrando seus artistas mais representativos da atualidade, mas sem esquecer a tradição, o cotidiano da vida e da cultura daquele pedaço da África tão próximo de nós.

* Trecho extraído do catálogo O Benin Está vivo Ainda Lá ou Uma Viagem Sentimental às Antigas Terras de Daomé, Imprensa Oficial, São Paulo, 2007. (http://www.museuafrobrasil.org.br/conteudos/pgpadrao.asp?MTI6MjY6MDN8MTIw)

Fotos Pierre Verger: http://www.pierreverger.org/fpv/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

quarta-feira, 20 de julho de 2011

8º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO - DUQUE DE CAXIAS/RJ

Inscrições abertas para o 8º Festival Nacional de Teatro em Duque de Caxias/RJ
  • 01 a 31 de julho de 2011 (inscrições)
  • 09 a 24 de setembro de 2011 (apresentações)
Mais informações:
www.cptdc.org.br
cptdc@hotmail.com


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Olhos nos olhos com Cláudio Tozzi

Cláudio Tozzi, o artista plástico - que já expôs na Alemanha, Estados Unidos, Japão, Colômbia, França, Itália, Espanha, Cuba, Dinamarca e em vários estados brasileiros - é autor de painéis de expressão em SP, como os criados para a Praça da República, Estações da Sé e Barra Funda do Metrô, entre outros.

De que maneira a Pop Art mudou o mundo?


A origem da Pop Art é quase uma ruptura com toda a arte produzida na Europa e nos Estados Unidos (início da década de 50). Em todos os salões e galerias, só se via artistas fazendo arte abstrata. Ao invés de pegar um vaso de flor ou uma abstração qualquer, essa arte se aproximou da linguagem cotidiana. Um artista pegava um objeto do dia a dia à sua volta e transformava em arte. No Brasil, é considerado um movimento importante porque vivemos numa situação de opressão, e a Pop Art tem uma característica muito brasileira: os artistas trabalhavam com passeatas. Eu fiz a imagem do (Che) Guevara... então, é como uma pintura de protesto.

Isso influenciou, também, na produção das artes plásticas?

A pintura de cavalete, mais tradicional, deixa de ser tão importante quando outra obra tem a mesma linguagem de uma embalagem de supermercado. Então, a partir daí, uma série de atitudes é permitida pra se fazer arte. Esse processo da Pop Art é importante, porque cria exatamente esse elo de relação entre objeto e pintura.

Dentro desse contexto, o que é arte?

Para mim, sempre, é a beleza, mas essencialmente tem que ter linguagem própria. Uma obra deve ter conteúdo e não ser, simplesmente, várias tintas colocadas sobre a tela. Quando o conjunto forma um todo, tem uma relação do que acontece com o mundo. A arte é tudo que, colocado de maneira harmônica, produza certa beleza e emoção.

Como reconhecer uma obra- prima?

A primeira coisa que tem de ser vista é a qualidade da obra, e se faz uma ruptura com o processo tradicional de arte. Depois, ver a parte histórica, se é de um artista que já tem uma trajetória, se ele pertence a algum movimento, se foi importante para a arte brasileira.

Por que resolveu se tornar artista plástico, sendo arquiteto?

Só estudei arquitetura porque não tinha uma escola de arte como tem hoje, na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) ou na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Então me tornei arquiteto porque na USP tinha uma série de professores que eram artistas. Dentro da faculdade, tem um departamento que é de programação visual, então me dediquei mais a essa parte. Gosto muito de arquitetura, sou um grande espectador, conheço todos os movimentos, mas nunca fiz projetos. Entrei na faculdade, montei um ateliê e já comecei a produzir os primeiros quadros.

O que pensa sobre Andy Warhol, o precursor dessa arte?

Ele faz uma série de trabalhos conhecidos como a embalagem das Sopas Campbell ao portrait de Marylin Monroe. Mas essa coragem, historicamente, vem daquela atitude do francês Marcel Duchamp, que pegou um mictório, assinou, e mandou para um salão de arte. O Warhol é importante porque não separava a arte da vida. Era um artista ambulante que andava com uma Polaroid. Em Santos, o Neymar é um ídolo. Se fosse possível um encontro entre os dois, provavelmente teria um quadro com o Neymar, como ele faz com Pelé. É exatamente essa relação do mito com a obra. O Andy congelava as figuras e aquele momento passava a ser história.

A arte deve ser pública?

Deve, sim. Em lugares do mundo inteiro, a cada 50 metros, se vê uma obra de arte. Então, a interação do público com a obra é importante. Todo artista deve ter na sua formação o pensamento de fazer uma obra pública. Em Santos há um bom exemplo: a escultura da Tomie Ohtake, que é belíssima e está integrada à Cidade. Traz um contato maior do artista com o público.

A arte imita a vida?

É uma relação que sempre existe. Mesmo um pintor abstrato numa fase triste não vai conseguir trabalhar com cores alegres. É o reflexo da arte que segue a vida. E, ao mesmo tempo, quando você pensa num trabalho, cria um trabalho, é a vida que está influenciando a arte.

Fonte: Entrevista publicada no site do Jornal da Orla em 10/07/2011, pela colunista Clara Monforte.

CLAUDIO TOZZI E OUTROS ARTISTAS NO TELÃO DO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

Ele é paulistano, nasceu em 1944 e começou seu percurso artístico na década de 60. O também professor de Arquitetura e Urbanismo da USP utiliza em seu processo de criação ícones visuais como parafusos, escadas, fragmentos de objeto, espaços urbanos, entre outros. Claudio Tozzi é um artista de elevado rigor e suas obras transitam por vertentes construtivas e conceituais.
Seu trabalho já foi exposto em diversas exposições coletivas, como por exemplo, na ‘Brasil 500 anos – Arte Contemporânea’. O artista marcou presença também em edições das Bienais de São Paulo, Veneza, Paris, Medelin (Colômbia), Havana e Makurazaki (Japão). Expôs individualmente em diversas galerias do Brasil e do exterior e apresentou sua exposição-tese de doutorado no Museu Brasileiro de Escultura pela Fundação Instituto de Ensino para Osasco (FIEO).
Dentre os prêmios recebidos por Claudio, destaca-se o Prêmio de viagem ao Exterior, no Salão Nacional. Ele tem ainda uma vasta experiência em painéis em espaços públicos, tendo realizado a obra ‘Zebra’ na Praça da República e em uma grande área das Avenidas 23 de Maio e Bandeirantes, todas na cidade de São Paulo.
Há também muitos outros artistas no site do domingão do Faustão, vale a pena conferir. Clique aqui.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

OPORTUNIDADES PARA JOVENS - INSCRIÇÕES GRATUITAS!!!



INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A ESCOLA DE ARTE E TECNOLOGIA OI KABUM! GRATUITA
Olá Amigos,

Estão abertas as inscrições para a segunda turma da Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Serão selecionados 90 jovens, entre 16 e 21 anos de idade, para estudar Arte Digital, Computação Gráfica, Design Gráfico, Design Sonoro, História da Arte e Tecnologia, Fotografia, Oficina da Palavra, Vídeo e Web Design. O curso é gratuito e dura 18 meses, com aulas diárias de 8h às 12h.

Os interessados podem se inscrever pelo site www.oifuturo.org.br, até o dia 4 de julho de 2011.

A Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia do Rio de Janeiro é um projeto do Oi Futuro realizado, no Rio de Janeiro, em parceria com o CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular (www.cecip.org.br).

Critérios de seleção

São elegíveis jovens que tenham interesse em arte, tecnologia e atuação comunitária, com noções básicas do uso de computador. É preciso estar cursando ou ter concluído o Ensino Médio em escola da rede pública. Também podem participar alunos com bolsa de estudo integral em escolas particulares. Os candidatos têm que residir no município do Rio de Janeiro e ser de família com renda de até 1 salário mínimo por pessoa.

Etapas da seleção

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1ª Fase: Online. Preencher, no site www.oifuturo.org.br, formulário e questionário - disponíveis de 21 de junho a 4 de julho.

* Divulgação do Resultado da 1ª Fase: de 8 a 11 de julho.

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2ª Fase: Atividades presenciais, na sede da Oi Kabum! (Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema). De 12 a 19 de julho.

* Divulgação do Resultado Final: 25 de julho de 2011.


Contamos com sua colaboração.

Ajude-nos a oferecer aos jovens do Rio esta grande oportunidade de aliar arte, formação profissional e atuação comunitária!
Divulgue e compartilhe com suas listas e redes sociais!
Abraços e obrigado,

Equipe Oi Kabum!RJ

terça-feira, 10 de maio de 2011