sexta-feira, 25 de outubro de 2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Omar Victor Diop e Antoine Tempé - Fotógrafos

Na próxima semana trabalharemos fotografias inspiradas nas obras de Omar Victor Diop (Senegal) e Antoine Tempé (França), ambos são fotógrafos que trabalham com modelos negros/as e em alguns de seus ensaios fotográficos questionam o papel do negro na sociedade. Abaixo vocês poderão ler alguns textos para se familiarizarem com o estilo (não deixem de visitar os sites deles) e também ir amadurecendo as ideias para as nossas fotos. 

Aguardo vocês na próxima segunda-feira às 13h no colégio. Abraços!! ;)
Profº Raphael

Modelos protagonizam cenas clássicas do cinema americano em ensaio fotográfico
Inspirados em filmes americanos, o fotógrafo senagalês Omar Victor Diop e seu colega franco-americano Antoine Tempé produziram o ensaio fotográfico “Onomolliwood”, uma recriação de cenas clássicas de Hollywood em contexto africano. Eles montaram releituras de 18 produções, entre elas “Bonequinha de Luxo”, “Matrix”, “Thelma & Louise” e “Depois Daquele Beijo”. “Eu queria imaginar como seria se esses filmes fossem concebidos e rodados na África”, explica Diop.

A ideia de recorrer aos filmes surgiu pela necessidade de reunir, em um só trabalho, moda, estética e performance. “Nós pensamos que usando o cinema como um tema geral conseguiríamos atender aos nossos respectivos universos criativos”. Os fotógrafos pretendem, até o fim deste ano, reunir as produções em uma só exposição, ainda sem data e local marcados.

Foto: "Beleza Americana" - Omar Victor Diop

Intitulada de “Beleza Americana”, uma das imagens traz a bela modelo Ebony-brown Yao mergulhada em um mar de trepadeiras e outras plantas verdes, que substituem as pétalas de rosas da versão original. A recriação da provocativa cena do filme do diretor Sam Mendes surge agora adaptada à realidade do Senegal. Como o fotógrafo Diop não conseguiu reunir a quantidade necessária das flores, a solução foi recriar o cenário na parede de plantas do hotel onde as filmagens foram realizadas. Além do cenário, a rede de hotéis – Onomo Group International – deu origem ao nome do ensaio.

“O processo criativo da série em si é muito semelhante à maneira como ocorre a criação contemporânea africana”, afirma Diop. “Muitas vezes é necessário ajustar conceitos e estilos de todo o mundo e adaptá-los ao contexto local, preservando sua sensação original”, completa o fotógrafo. Com a mesma motivação, Diop e Tempé têm estilos diferentes. Enquanto as fotos de Tempé apresentam estética mais moderna, Diop prefere as texturas e o estilo típico dos anos 1960 e 1970.

Fonte: Portal Geledés

Sites dos Fotógrafos - Clique sobre os nomes abaixo para conhecer os trabalhos:

OMAR VICTOR DIOP

ANTOINE TEMPÉ

Omar Victor Diop - Fotografias









Antoine Tempé - Fotografia e dança


Antoine Tempé conta frequentemente que é a dança que o levou à fotografia, à África e ao retrato. Em Nova Iorque, cidade multicultural entre todas, ele mesmo dançarino, encontrou as suas primeiras companhias nos anos 1990. Viajou depois durante um ano no Oeste do continente negro. Desde o ano 2001, segue os maiores dançarinos contemporâneos africanos, aproximando-se sempre mais perto dos corpos e dos rostos, para sondar a força vital e esta energia tão específica que habita as suas fotografias.

Surpreendidos no meio do movimento, os dançarinos de Antoine Tempé oferecem o inapreensivel, estes momentos de graça invisíveis  ao olho nu, e que se revelam apenas quando nos os detemos. A corrida do tempo abolida pelo talento do fotógrafo, cada um revela-se na intimidade do estúdio, oferecendo ao olhar um movimento, uma expressão, ligeiramente dele ou dela em seu gesto. É efetivamente a África de hoje que se revela nesta série de retratos dançados. Como um abecedário das almas e dos corpos, num universo liberado dos estereótipos, mostra-se sob uma pespectiva resolutamente moderna e atual, sem, no entanto, esquecer as suas raízes. A dança, espelho da alma.

Contemporânea, a fotografia de Antoine Tempé sublima a realidade para captar os mais bonitos e os mais ínfimos acidentes. Inscreve-se também numa tradição pictural clássica. O Efeito muito sensual das matérias e o grafismo sabiamente equilibrado num quadro de formato quadrado permanecem para ele os melhores aliados, para oferecer-nos a emoção visual que provoca o encontro destes rostos, destas silhuetas, capturados ao segundo perto.



Biografia do artista
Nascido em 1960, Antoine Tempé instala-se em Nova Iorque em 1983 e inicia sua carreira de fotógrafo no início dos anos 1990.  Começa por cobrir as noites de Nova Iorque para diversas revistas europeias antes de fotografar os seus amigos dançarinos no seu estúdio. Este trabalho leva-o rapidamente a colaborar com companhias de dança afro-americanas.

Em 2000, embarca para uma viagem fotográfica de um ano na África do Oeste e Madagascar: é lá que descobre a dança africana contemporânea e que começa a sua série intitulada Bailarinos da África. Desde então, compartilha o seu tempo entre Paris, a África do Oeste, o Brasil e Nova Iorque, realizando através do mundo a cobertura de festivais de dança, animando ações de formação (oficinas de fotografia…), trabalhando para a imprensa internacional e continuando ao mesmo tempo a desenvolver os seus projetos pessoais.

Fonte: Rioscope

terça-feira, 11 de junho de 2013

Estudo dirigido (Revisão para a prova) - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



CECO - C.E. Círculo Operário
Disciplina: Arte
Profº: Raphael Lanzillotte
Aluno/a: _____________________________________ Nº: ________ Turma: __________

Estudo dirigido - 2º bimestre
Arte Contemporânea no Brasil
(Concretismo e Neoconcretismo)

1)      Qual a intenção do artista holandês Theo Van Doesburg ao criar o termo “Concretismo”?

2)      É correto afirmar que:
a.      O Concretismo foi um movimento artístico influenciado pelo Renascimento.
b.      As obras do Concretismo utilizam regras acadêmicas como o uso da perspectiva.
c.       O Concretismo foge da representação da realidade e negam os conceitos acadêmicos.
d.      Os artistas concretos foram influenciados pelos pintores Van Gogh, Portinari e Seurat.

3)      As composições do Concretismo partiram dos princípios adotados por qual movimento artístico?
a.      Impressionismo.
b.      Construtivismo.
c.       Surrealismo.
d.      Dadaísmo.

4)      O Concretismo no Brasil teve duas vertentes uma em SP e outra no RJ. Como ficaram conhecidos esses dois grupos de Arte Concreta?
a.      Grupo Frente e Grupo Liberdade.
b.      Grupo Frente e Grupo Dada.
c.       Grupo Liberdade e Grupo Quebra.
d.      Grupo Ruptura e Grupo Frente.

5)      Fizeram parte do grupo de artistas concretos em São Paulo:
a.      Luiz Sacilotto, Waldemar Coredeiro e Portinari.
b.      Geraldo de Barros, Salvador Dalí e Monet.
c.       Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael.
d.      Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro.

6)      No Rio de Janeiro, quais artistas participaram do grupo de artistas concretos?
a.      Carlos Vergara, Os Gêmeos e Banksy.
b.      Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.
c.       Hélio Oiticica, Lary Poons e Jackson Polock.
d.      Lary Poons, Victor Vasarely e Lygia Clark.

7)      Cite as características principais do Concretismo em São Paulo.

8)      Por que os concretistas de São Paulo diziam que os concretistas do Rio de Janeiro estavam ainda longe de fazer uma Arte Concreta de fato?

9)      Que tipo de material era empregado na confecção das obras de Arte Concreta no Brasil?

10)  Como ficou conhecida a exposição que fez com que se tornasse evidente a distância entre os dois grupos de Arte Concreta no Brasil e que a organizou?

11)  Após tal exposição os dois grupos se desfizeram e alguns de seus integrantes se reuniram para dar início a um novo movimento artístico. Como se chamou esse movimento?

12)  O que defendiam os artistas desse novo movimento artístico?

13)  O que podemos entender sobre a “incorporação efetiva do público no jogo da experiência estética”?

14)  Cite pelo menos dois artistas participantes desse novo movimento artístico.

15)  Abaixo segue uma lista de artistas e obras. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(A)   Lygia Clark
(B)   Hélio Oiticica

                     (   ) Parangolé
                     (   ) Penetrável
                     (   ) Bicho
                     (   ) Máscaras sensoriais
                     (   ) Bólide vidro
                     (   ) Casulo
                     (   ) Trepante
                     (   ) Relevo espacial

Texto - Arte Contemporânea no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo)



Anos 50 no Brasil: Concretismo
          Concretismo: expressão dada pelo holandês Van Doesburg para designar os artistas que “construíam” uma nova estrutura de cor e espaço;
          As obras do Concretismo fogem da realidade e negam os conceitos acadêmicos da arte;
          Os poucos artistas brasileiros que se dedicam ao Concretismo, baseavam seus estudos em artistas do exterior (Kandinsky, Mondrian, Klee, Malevitch, Tatlin) .
Grupo Ruptura/SP (1952)
          Um grupo de sete artistas, a maioria de origem estrangeira residentes em São Paulo: Anatol Wladyslaw, Leopoldo Haa, Lothar Charoux, Féjer, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, e o porta-voz oficial do grupo, Waldemar Cordeiro. Em seu manifesto, pretende-se romper com o "velho“, ou seja, "todas as variedades do naturalismo; o não-figurativismo, produto do gosto gratuito, que busca a mera excitação do prazer ou do desprazer"; Para eles, toda obra de arte possui uma base racional, em geral matemática. Na pintura, esses princípios correspondem à crítica do ilusionismo pictórico, à recusa do tonalismo cromático e à utilização dos recursos ópticos para a criação do movimento virtual. Lançam mão também do uso de materiais como esmalte, tinta industrial, acrílico e aglomerado de madeira, destacando a atenção do grupo ao desenvolvimento de materiais industriais.
Grupo Frente/RJ (1954)
          É mais livre de regras. Formados por Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Carlos Val, João José da Silva Costa, Vicent Ibberson, Emil Baruch, Franz Weissmann, César Oiticica, Hélio Oiticica, Rubem Ludolf, Elisa Martins da Silveira, Décio Vieira e Abraham Palatinik. Os concretistas de São Paulo sempre acusavam os cariocas de não seguirem ou destorcerem as regras. O uso livre da cor pelos cariocas fez que com os paulistas dissessem que estavam ainda longe do verdadeiro Concretismo. As propostas e embates entre os grupos Ruptura e Frente, foram importantes para o desenvolvimento da modernização da Arte brasileira, por permitir novas linguagens o grupo do Rio de janeiro progrediu mais em suas teorias.
Grupo Frente x Grupo Ruptura
          A 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelos concretos de São Paulo com a colaboração do grupo carioca torna evidente a distância entre os dois núcleos concretistas;
          A exposição também ajuda a revelar a amplitude que a Arte abstrato-geométrica de matriz construtiva e concreta, havia adquirido no Brasil. Após a mostra, o Grupo Frente simultaneamente rompe com os artistas de São Paulo e começa a se desintegrar. Dois anos depois, alguns de seus integrantes iriam se agrupar para iniciar o Movimento Neoconcreto um dos mais significativos da Arte brasileira.
Anos 50 no Brasil: Neoconcretismo
          A ruptura neoconcreta na Arte brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto Neoconcreto pelo grupo de mesmo nome, e deve ser compreendida a partir do movimento concreto no país, que remonta ao início da década de 1950 e aos artistas do Grupo Frente, no Rio de Janeiro, e do Grupo Ruptura, em São Paulo;
          O Neoconcretismo parte de uma aproximação entre trabalho artístico e industrial;
          Da arte é afastada qualquer conotação lírica ou simbólica;
          O quadro, construído exclusivamente com elementos plásticos - planos e cores -, não tem outra significação senão ele próprio;
          Menos do que representar a realidade, a obra de arte evidencia estruturas e planos relacionados, formas seriadas e geométricas, que falam por si mesmos;
          Os neoconcretos defendem a liberdade de experimentação, o retorno às intenções expressivas e o resgate da subjetividade;
          Recuperação das possibilidades criadoras do artista;
          Incorporação efetiva do observador - que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas, ou seja, participação do espectador no jogo da experiência estética;
          Tentativa de renovação da linguagem geométrica;
          O Movimento Neoconcreto é visto como divisor de águas na história das artes visuais no Brasil; um ponto de ruptura da Arte Moderna no país;
          Dois dos principais integrantes do Grupo Frente que deram origem a este Movimento foram: Ferreira Gullar e Lygia Clark.